A pele também funciona como um importante invólucro do organismo que mantém tecidos, veias, sangue e órgãos unidos e nos seus devidos lugares. Para que tudo isso ocorra, ela conta com a ajuda de três camadas e inúmeras células especializadas. Vamos conhecê-las:
A parte externa e visível da pele é a mais fina e menos incrementada das três camadas. Chama-se epiderme e é formada por células mortas de queratina. Essa proteína tem origem nas profundezas da pele e sobe pelas faixas de pele até chegar à epiderme, de onde irá se destacar. No processo de renovação celular as células são substituídas por outras a cada 28 dias. Esse trabalho de renovação é constante e estima-se que um adulto troque, em média, meio quilo de pele a cada ano.
Em seguida está a derme, com um conglomerado de elementos importantes que permite à pele desempenhar suas funções. Ela é o centro produtivo do órgão. Lá estão as glândulas sebáceas, as glândulas sudoríparas, a raiz dos pelos, dutos e terminações nervosas. Por fim, vem a hipoderme, um "colchão" de células de gordura. Seu trabalho consiste em acumular energia, unir a pele ao restante do organismo e amortecer impactos com o meio externo.
Qual o seu tipo de pele?
Agora que você sabe como a pele se divide, que tal conhecer as formas com as quais ela se apresenta? Ela pode ser oleosa, seca, mista ou normal. Os diferentes tipos de pele não alteram em nada o funcionamento do órgão, mas ajudam a definir a sua aparência. Conhecer seu tipo de pele é importante na hora de escolher produtos como hidratante e sabonete.
Pele oleosa: costuma ter poros dilatados e brilho constante.
Pele seca: descama facilmente e é mais fina.
Pele mista: é oleosa na zona T (testa, nariz e queixo) e seca no restante do rosto.
Pele normal: apresenta poros no tamanho ideal e brilho apenas quando transpira.
A idade vem, as fibras vão
Com o passar do tempo, a pele começa a mudar. A partir dos 25 anos o fotoenvelhecimento, resultado da exposição prolongada à luz do sol, pode apresentar sinais discretos, como manchas, sardas e uma leve redução no brilho natural no rosto.
A partir dos 30, as alterações ficam mais evidentes. A renovação celular torna-se 20% mais lenta, deixando a pele menos rosada e viçosa. Na década seguinte, fibras de colágeno e elastina deixam de ser tão estruturadas, reduzindo a sustentação e firmeza da pele.
A partir dos 50 anos, com a chegada da menopausa, a pele tende a ficar mais fina e ressecada. Ocorre ainda a diminuição da gordura facial, que dá aspecto de rosto cheio, e a flacidez muscular.
Para diminuir o efeito desses sinais é fundamental usar protetor solar diariamente, não só no rosto, mas também nas mãos, no pescoço e nas orelhas, em todas as idades. Vale, também, caprichar na hidratação. Quanto aos "agentes anti-idade", os ácidos renovam a epiderme e hidratam intensamente, agindo contra rugas finas. Já os tratamentos com laser, peelings e preenchimentos, podem dar fim aos sulcos e à flacidez. Procure o seu médico, avalie os melhores métodos para você e cuide-se.

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